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domingo, 11 de outubro de 2015

O que é esferovite?

   O poliestireno é um homopolímero resultante da polimerização do monómero de estireno. Trata-se de uma resina do grupo dos termoplásticos, cuja característica reside na sua fácil flexibilidade ou moldabilidade sob a ação do calor, que a deixa em forma líquida ou pastosa. É a matéria-prima dos copos descartáveis, de várias peças de uso doméstico e de embalagens.

   O poliestireno expandido (EPS), mais conhecido no Brasil pelos nomes comerciais isopor e estiropor e, em Portugal, sob o nome de esferovite, é um plástico celular e rígido com variedade de formas e aplicações, e que se apresenta como uma espuma moldada constituída por um aglomerado de grânulos. É bastante utilizado em construção civil e na confecção de caixas térmicas para armazenamento de bebidas e alimentos. A sua presença no mercado consumidor, onde sua participação tem sido crescente, é fortalecida pela sua leveza, pela sua capacidade de isolamento térmico e pelo seu baixo custo. Para a sua produção, a matéria prima passa por um processo de transformação física constituída de três etapas: pré-expansão, armazenamento intermediário e moldagem.

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Policloreto de vinilo ou PVC

   O Policloreto de Vinilo é vulgarmente designado por PVC. O seu nome IUPAC é policloroeteno. É um material plástico sólido que se apresenta na sua forma original, como um pó de cor branca. Fabrica-se por polimerização do monómero de cloreto de vinilo (VCM) que, por sua vez, é obtido do sal e do petróleo. Foi patenteado como fibra sintética há mais de oitenta anos e em 1931 começou a sua comercialização.

   O PVC contém, em peso, 57% de cloro (derivado do cloreto de sódio - sal de cozinha) e 43% de eteno (derivado do petróleo). Como todos os plásticos, o vinil é feito a partir de repetidos processos de polimerização que convertem hidrocarbonetos, contidos em materiais como o petróleo, num único composto chamado polímero. O vinil é formado basicamente por etileno e cloro.

   Através de uma reação química, o etileno e o cloro combinam-se formando o dicloreto de etileno, que por sua vez é transformado num gás chamado cloreto de vinilo ou"VCM". O passo final é a polimerização, que converte o monómero num polímero de vinil, que é o PVC, ou simplesmente, vinil.

   O policloreto de vinilo é leve, quimicamente inerte e completamente inócuo. Resiste ao fogo e às intempéries, é impermeável e isolante (térmico, elétrico e acústico), de elevada transparência, protege os alimentos, é económico (relação qualidade/preço), fácil de transformar (por extrusão, injeção, moldação-sopro, calandragem, termo-moldação, prensagem, recobrimento e moldagem de pastas), e reciclável.

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O que é o poliuretano?

  O Poliuretano (denominado pela sigla PU) é um polímero que compreende uma cadeia de unidades orgânicas unidas por ligações uretânicas. É amplamente usado em espumas rígidas e flexíveis, em elastómeros duráveis e em adesivos de alto desempenho, em selantes, em fibras, vedações, tapetes, peças de plástico rígido e tintas.

   Os poliuretanos tem este nome porque são formados por unidades de uretano, ou carbamato.


   A criação dos poliuretanos é atribuída ao químico industrial alemão Otto Bayer (1902–1982), que descobriu a reação de poliadição de isocianatos e polióis. O produto foi inicialmente desenvolvido como um substituto da borracha, no início da Segunda Guerra Mundial.

   A principal reação de produção de poliuretanos tem como reagentes um diisocianato, disponível nas formas alifáticas ou aromáticas, e um diol (como o etileno glicol, 1,4 butanodiol, dietileno glicol, glicerol) ou um poliol poliéster, na presença de catalisador e de materiais para o controlo da estrutura das células (surfactantes), no caso de espumas e tintas. Quando, na reação de polimerização, o diol é substituído por uma diamina, obtém-se uma poliureia, porque a unidade básica torna-se uma ureia e não um carbamato.

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Sais minerais

   Os sais minerais são nutrientes que fornecem o sódio, o potássio, o cálcio e o ferro.

   Ao contrário do que muitos acreditam, a água que bebemos não é absolutamente pura. Ela contém pequenas quantidades de sais e minerais dissolvidos. Estes sais também precisam de ser repostos de forma continuada. É por isso que a desidratação pode matar – a carência aguda de minerais prejudica o metabolismo, como a carência de potássio, que pode causar paralisia muscular, inclusive dos músculos cardíacos.

   Numa refeição equilibrada, minerais como o zinco, magnésio, cobre e selénio são ingeridos juntamente com o ferro, cálcio, sódio, potássio, iodo e flúor. Eles desempenham um importante papel no controlo do metabolismo ou na manutenção das funções dos tecidos orgânicos.

   O cálcio e o flúor, por exemplo, formam e mantêm os ossos e os dentes. O cálcio ajuda ainda na coagulação do sangue e participa das contrações musculares. Estes dois minerais podem ser encontrados no peixe. Leite e derivados, além de ervilhas secas, verduras, feijões e castanhas também são ricos em cálcio.

  Funções parecidas tem o magnésio. Também forma e mantém ossos e dentes e controla a transmissão dos impulsos nervosos e as contrações musculares. E Ele ainda ativa reações químicas que produzem energia nas células. Alimentos ricos em magnésio incluem castanhas, soja, leite, peixes, verduras, cereais e pão.

   O cobre controla a atividade enzimática que estimula a formação dos tecidos conectivos e dos pigmentos que protegem a pele. Se você tem o hábito de comer feijão, ervilhas, castanhas, uvas, cereais e pão integral, está ingerindo o cobre necessário para o seu organismo.

   Quem pratica desporto sabe que comer bananas é uma forma de evitar cãibras. A verdade é que a banana é muito rica em potássio, mineral que ajuda nos impulsos nervosos e contrações musculares, além de manter normal o ritmo cardíaco e o equilíbrio hídrico os organismo. O sódio, presente em quase todos os alimentos, também possui as mesmas funções do potássio.

   Encontrado em pequenas quantidades em vários tipos de alimentos, o zinco auxilia a cicatrização, conserva a pele e o cabelo, e controla as atividades de várias enzimas. Já o selénio diminui os riscos de alguns tipos de cancro e protege as células dos danos causados por substâncias oxidantes. É encontrado em carnes, peixes e vegetais. A quantidade de selénio nos vegetais depende do teor deste mineral no solo.

   Por fim, o ferro, encontrado nas carnes, peixes, fígado, gema, cereais e feijões, contribui com a produção de enzimas que estimulam o metabolismo. Também forma a hemoglobina e a mioglobina, que levam oxigénio para as hemácias e para as células musculares. Mas para que haja melhor aproveitamento do ferro, é necessário ingeri-lo com alimentos ricos em vitamina C.

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Importância dos minerais no dia a dia

   O ser humano necessita de utilizar para a sua sobrevivência, muitos produtos de origem animal: ovos, leite, carne, couro, pele, óleo, etc. Da mesma maneira, aproveita inúmeros produtos vegetais: arroz, feijão, trigo, milho, algodão, centeio, cevada, frutas, verduras, legumes, etc. Esses produtos fazem parte da nossa vida, fazendo nós a utilização deles, sempre que nos alimentamos.

   Mas, embora não tão visíveis e sendo mais difícil de termos a perceção da sua presença, os produtos extraídos do reino mineral são igualmente importantes e extremamente variados. Eles têm uma diferença fundamental em relação àqueles de origem animal e vegetal: não são renováveis. O seu processo de formação é tão lento quando comparado com a vida humana que devem ser considerados como recursos finitos, ou seja, que se extrai uma vez só de um determinado lugar. Podem, sim, ser reciclados, como se faz com as latas de alumínio, mas, a produção original não se renova.

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O que é o colesterol?

   O colesterol é um álcool policíclico de cadeia longa, usualmente considerado um esteróide, encontrado nas membranas celulares e transportado no plasma sanguíneo de todos os animais. É um componente essencial das membranas celulares dos mamíferos. O colesterol é o principal esterol sintetizado pelos animais, mas pequenas quantidades são também sintetizadas por outros eucariotas, como plantas e fungos.

   Não existe colesterol em nenhum produto de origem vegetal. As plantas apresentam um tipo de composto similar chamado de fitosterol.

   Os elementos químicos presentes na fórmula química do colesterol são o carbono, o oxigénio e o hidrogénio A estrutura química do colesterol é arranjada em quatro anéis A, B, C e D. Ela assemelha-se às estruturas químicas de todas as hormonas que ele origina: progesterona, testosterona e cortisol.

   A maior parte do colesterol presente no corpo é sintetizada pelo próprio organismo, sendo apenas uma pequena parte adquirida pela dieta. Portanto, ao contrário daquilo se pensava antigamente, o nível de colesterol no sangue não aumenta se não forem ingeridas quantidades adicionais de colesterol através da dieta (a menos, claro, que haja um distúrbio genético). O colesterol é mais abundante nos tecidos que mais sintetizam ou têm membranas densamente agrupadas em maior número, como o fígado, espinal medula, cérebro e placas ateromatosas (nas artérias). O colesterol tem um papel central em muitos processos bioquímicos, mas é mais conhecido pela associação existente entre doenças cardiovasculares e as diversas lipoproteínas que o transportam, e os altos níveis de colesterol no sangue (hipercolesterolemia).

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O que é a aspirina?

   O ácido acetilsalicílico é um fármaco do grupo dos anti-inflamatórios não-esteroides (AINE) utilizado como anti-inflamatório, antipirético, analgésico e também como antiplaquetário. É, em estado puro, um pó branco cristalino ou cristais incolores, pouco solúvel em água e facilmente solúvel no álcool, sendo também solúvel no éter.

   Um dos medicamentos mais famosos à base de ácido acetilsalicílico é a Aspirina. O seu nome foi obtido da seguinte maneira: A de acetil; Spir refere-se a Spiraea ulmária (planta que fornece o ácido salicílico, vulgarmente conhecida por Salgueiro ou Chorão); e in um sufixo utilizado na época, formando o nome Aspirin, que depois foi aportuguesado para Aspirina.

   Em alguns países, Aspirina é ainda nome comercial registado, propriedade dos laboratórios farmacêuticos Bayer para o composto ácido acetilsalicílico.

   É o medicamento mais conhecido e consumido em todo o mundo. Em 1999 a Aspirina completou 100 anos.

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O que é o aspartame?

   O aspartamo ou aspartame é um aditivo alimentar utilizado para substituir o açúcar comum e foi criado em 1965 pela empresa americana G.D. Searle & Company e comprada posteriormente pela Monsanto.

   Quimicamente, o aspartame corresponde ao N-L-alfa-aspartil-L-fenilalanina 1-metilester. É portanto um dipéptido sintético composto pelos aminoácidos aspartato e fenilalanina. Por esta razão, produtos alimentares contendo aspartame devem mostrar um aviso do tipo "Contém uma fonte de fenilalanina", pois a ingestão excessiva deste aminoácido pode ser prejudicial em indivíduos com fenilcetonúria (doença genética rara caracterizada por defeito da enzima fenilalanina hidroxilase).

   O aspartame é um composto muito estável em ambientes secos, mas sofre degradação em soluções aquosas, quando submetido a um calor prolongado. O seu grau de degradação em solução aquosa depende do pH, da temperatura, da atividade da água e da composição do produto alimentar.

   Só o α-aspartame é que é doce, logo a degradação tem como consequência a perda de doçura do produto alimentar. O produto é assim rejeitado pelos consumidores.

   O aspartame tem maior poder adoçante (é cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose) e é menos denso. O aspartame é geralmente vendido em conjunto com outros produtos. É o adoçante mais utilizado em bebidas. É formado quimicamente por (L-fenilalanina e L-aspártico), sendo que a fenilalanina se encontra metilada no grupo carboxílico, formando um éster metílico (metanol). 

   O aspartame é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos.

   Segundo a nomenclatura Europeia, o aspartame corresponde ao edulcorante com o código E 951.

   A ingestão diária aceitável (ADI) de aspartame, na Europa, é de 40mg/kg de peso corporal. Nos Estados Unidos é de 50mg/kg.

   Os adoçantes naturais mais encontrados são: stévia (planta nativa do Brasil e da China; é o único adoçante de origem vegetal usado na indústria; deixa um pouco de sabor amargo na boca) e frutose (extraída das frutas e do mel, tem um sabor agradável, mas deve ser consumida com moderação porque é mais calórica).

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O que são anfetaminas?

   Anfetaminas são substâncias simpatomiméticas que têm a estrutura química básica da beta-fenetilamina. Sob esta designação, existem três categorias de drogas sintéticas que diferem entre si do ponto de vista químico. As anfetaminas, propriamente ditas, são a dextroanfetamina e a metanfetamina. A anfetamina é uma droga estimulante do sistema nervoso central, que provoca o aumento das capacidades físicas e psíquicas. São frequentemente chamadas de speed, cristal ou anfes.

   Quando estão em estado puro têm o aspecto de cristais amarelados com sabor amargo. No entanto podem também ser encontradas sob a forma de cápsulas, comprimidos, pó (geralmente branco, mas também pode ser amarelo ou rosa), tabletes ou líquido. As anfetaminas, quando vendidas ilegalmente, podem ser misturadas com outras substâncias, tornando-as bastante perigosas. São, por vezes, chamadas de droga “suja”, dado que o seu grau de pureza pode ser de apenas 5%.

   São geralmente consumidas por via oral, intravenosa (diluídas em água), fumadas ou aspiradas (em pó). A forma menos prejudicial e consumir anfetaminas é engolindo-as (não misturadas com álcool). A inalação danifica as mucosas do nariz e injetar é a forma mais perigosa de usar esta ou qualquer outra droga, dado que aumenta o risco de overdose e de problemas físicos ou contágio de doenças.

   As anfetaminas estimulam o Sistema Nervoso, atuando na noroadrenalina, um neurotransmissor. Os sistemas dopaminérgicos e serotonérgicos são também afetados. Imitam os efeitos da adrenalina e noradrenalina – permitem ao corpo efetuar atividades físicas em situações de stress.

   Têm sido principalmente utilizadas para tratamento da obesidade, uma vez que provocam perda de apetite. Foram também bastante utilizadas para tratar depressão, epilepsia, Parkinson, narcolepsia e danos cerebrais em crianças. Existem vários produtos à venda no mercado: Benzedrine, Bifetamina, Dexedrine, Dexamil, Methedrine, Desoxyn, Desbutal, Obedrin e Amphaplex.

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O que são alimentos transgénicos?

    Os organismos que mediante técnicas de engenharia genética contenham material genético de outros organismos, chamam-se transgénicos.

   As plantas transgénicas são vegetais que contém um ou mais genes introduzidos. Esta introdução de genes é feita por uma técnica de transformação genética que permite que um ou mais genes (transgenes) sejam isolados bioquimicamente e inseridos numa célula. Esta célula multiplica-se e dá origem a outra planta, que possui cópias exatas destes genes. Os genes introduzidos não são da mesma planta, podem ser de uma planta diferente, de uma bactéria ou até mesmo de um animal. O milho transgénico que produz o seu próprio insecticida contém um gene proveniente de uma bactéria.

   As plantas transgénicas também são chamadas organismos geneticamente modificados ou OGN. A manipulação genética recombina características de um ou mais organismos de uma forma que provavelmente não aconteceria na Natureza. No cruzamento natural das plantas, o pólen contido nas flores, é trocado através do ar, de insetos e de morcegos. No cruzamento para aperfeiçoamento genético, o pólen é trocado pelo cientista, afim de obter uma planta com as características que ele deseja (por exemplo, resistência a doenças, maior produtividade ou tolerância ao frio, ao calor ou à seca.

  Esta técnica é realizada em laboratório. Os alimentos transgénicos são produtos da biotecnologia, que é uma ciência que, em termos gerais desenvolve produtos por meio de processos biológicos, como por exemplo a alteração genética de espécies através da tecnologia do ADN recombinante. Esta alteração ocorre entre espécies diferentes presentes na natureza e com o objectivo de melhorar as características do organismo em estudo.

   Assim, um tomate concebido para se manter fresco durante muito tempo é um exemplo de um alimento geneticamente modificado. Milho concebido para resistir aos pesticidas é outro exemplo.

   Os produtos alimentares geneticamente modificados são, por exemplo, tipos de plantas que as características genéticas foram alteradas. Os cientistas ajustam as suas características introduzindo neles novo material genético, por exemplo, de uma bactéria capaz de resistir aos pesticidas.

   Os animais também podem ser geneticamente modificados. Os cientistas estão a investigar a modificação genética de peixes, vacas e porcos, entre outros. Mas, actualmente, não existe no mercado carne geneticamente modificada.

   Todos os animais, pessoas, plantas e bactérias contêm genes. Os nossos genes decidem as nossas características.

   Atualmente na Europa por exemplo o arroz e o tomate modificados geneticamente ainda não são permitidos.

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Vantagens e desvantagens dos fertilizantes

   A grande vantagem dos fertilizantes, como já foi referido, é permitir o aumento da produção agrícola, quer no que diz respeito às quantidades produzidas, quer na velocidade a que se desenvolvem estes produtos. No entanto, existem várias desvantagens associadas à sua utilização.
É possível ainda diferenciar os fertilizantes orgânicos dos fertilizantes químicos, pois ambos apresentam vantagens e desvantagens.

Fertilizantes químicos


   Este tipo de fertilizantes tem a vantagem de ser rapidamente absorvido pelas plantas. O conhecimento exato da sua composição permite uma dosagem mais correta e também mais eficaz. São mais fáceis de aplicar e também de transportar.
Por outro lado, são prejudiciais para o meio ambiente pelo facto de serem altamente solúveis em água e por apresentarem concentrações elevadas de nutrientes. O seu processo de produção envolve gastos energéticos, sendo também altamente poluente. Alguns destes fertilizantes apresentam ainda o risco de contaminação dos solos com metais pesados

Fertilizantes orgânicos


   Apresentam a vantagem de poderem ser produzidos no local, diminuindo a dependência de terceiros e permitem também a melhoria da estrutura do solo e promovem a biodiversidade. Podem ajudar a reter a água no solo. Apresentam menores riscos de contaminação do meio ambiente e também menores custos, se forem produzidos localmente.
Por outro lado, torna-se difícil aplicar a dosagem exata de nutrientes necessários ao crescimento das plantas e implicam maiores custos na sua aplicação e no seu transporte, quando tal é necessário. Podem provocar a contaminação dos produtos com bactérias, devido à forma como são produzidos.

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O que são fertilizantes?

   Os fertilizantes podem ser compostos orgânicos ou inorgânicos, e são utilizados para repor os nutrientes essenciais ao desenvolvimento das plantas. Mas nem todos os nutrientes são necessários nas mesmas quantidades.

   Assim, aqueles que são necessários em menores quantidades chamam-se micronutrientes (como o ferro, o zinco, o boro, o manganês, o cobalto, etc). Os nutrientes que são necessários em maiores quantidades são os macronutrientes (o azoto, o potássio, o fósforo, o hidrogénio, o carbono, o oxigénio, o enxofre, o magnésio e o cálcio).

   Alguns destes elementos encontram-se presentes na natureza e não necessitam de ser fornecidos às plantas através dos fertilizantes (como o carbono, o hidrogénio ou o oxigénio). No entanto alguns deles necessitam de ser fornecidos de forma artificial, como o caso do azoto, do fósforo e do potássio. Por esta razão é que a grande maioria dos fertilizantes utilizados na agricultura são compostos por uma combinação destes três elementos.

   O azoto atua na formação das proteínas indispensáveis à formação do caule e da raiz; o fósforo acelera o crescimento e o amadurecimento dos frutos e o potássio participa na defesa contra as doenças e no desenvolvimento das sementes.

   Os fertilizantes podem também apresentar valores de pH diferentes, pelo que podem influenciar o caráter químico do solo. Assim, quando se escolhe um fertilizante deve-se ter em conta qual o tipo de solo onde vai ser aplicado e qual o tipo de cultura, por forma a não prejudicar o desenvolvimento das plantas.

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